sábado, 14 de abril de 2012

Cabana Sucre

A tão famosa Cabana Sucre é um evento típico destas bandas do Québec, começa em meados de fevereiro e vai até fim de abril, época que é possível extrair a seiva dos Erables (tipo de árvore). Faz parte da tradição de muitas famílias quebecoises ir ao campo, se delíciar com o sirop d'érable,  o famoso mel. Logo, quase todas as escolas, CPEs e algumas garderies levam grupos de pessoas para apresentar o menu destes diversos "restaurantes" campestres. Lá quase tudo que você desejar pode ser acomapnhado do sirop. Para o meu paladar é demais, colocar mel em tudo, mas o mel fica sob a mesa, aí vai de vc querer o não misturar com outros pratos...rsrs.
Eu fui à Cabana quando estava frequentando o curso de inglês e o Léo foi esta semana, com o pessoal da francisação, confiram algumas fotos:






quinta-feira, 15 de março de 2012

Notícias

Tenho boas e más notícias, a primeira é boa: consegui um trabalho,  um "bico", dois dias por semana, como substituta em creches "públicas", os chamados CPE. Trabalharei quartas e quintas, quando houver solicitação, ou seja, quando precisarem. Estou feliz porque pode contar como uma experiência e poderei sentir se é o que realmente quero fazer... Minhas primeiras experiências foram correria total, mas interessante para saber como funciona as coisas por aqui, e vejo que tenho muito, mas muito mesmo que aprender.
As notícias não tão boas assim são:  o Lé, foi dispensado de dois dias de trabalho, agora só trabalhará sextas e sábados. A outra é que  o Beni pegou uma super gripe, por conta disso não foi para garderie estes dias e nem eu para o inglês. Ando meio desanimada, porque eu estou faltando muito no curso (por necessidade) e me atrasando também, perdi o meu ritmo, e agora tá difícil encontrá-lo novamente. E assim, vamos nos virando como podemos, não está fácil conciliar, mas sabemos que é preciso. 
A neve tá derretendo as temperaturas estão mais altas, e assim acreditamos que voltará a esperança de dias melhores, em breve tudo estará verdinho e com muitas flores novamente. Olhem as imagens que o Léo registrou  na última semana:


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Partidas e chegadas

árvore da frente do nosso apto
Minha mãezinha partiu há mais de duas semanas, e foi muito difícil dizer tchau, até breve! Verdade é que ela quebrou 'altos galhos', cuidando do nosso tesouro (lembrei do 'Chaves'...kkk). Nos últimos dias em que ela estava por aqui, eu até consegui tirar minha carteira de motorista, é mole? (Eu estava super insegura, mas ela me deu aquela força e eu fiz três aulas com o Roger, uma pessoa já indicada por vários brasileiros daqui, e graças a Deus deu tudo certo, segundo minha examinadora, eu passei justo! O importante é que passei...hehe! Tem que prestar muita atenção nos detalhes, mais que o normal, efim, missão cumprida. Agora vai ficar faltando o carro, mas este ficará para quando ambos estivermos trabalhando, afinal não basta comprar é preciso mantê-lo).

Québec
Voltando ao assunto principal, Mamys partiu e na mesma semana chegou um casal de amigos muito queridos, Catherine&Goëry. Chegaram em boa hora, porque eu ainda estava bem tristinha, sentindo muita muita falta da mamãe, com aquele vazio no peito e na casa. Mas graças a estes amigos, os últimos dias foram de agitos. Viagem para Québec, depois conhecemos uma estação de ski, fomos ao Montréal en lumiére e ainda descobrimos alguns catinhos da cidade que não conheciamos. Dividimos momentos especiais e aproveitamos para conversar bastante. O Beni não estava muito bem, achávamos que era só por conta do "sumiço" da minha mãe, mas depois descobrimos que ele estava com otite, pela segunda vez. Agora ele já está bem melhor, graças a Deus, mas teve que tomar doses de antibióticos. Nossos amigos partiram e deixaram muita saudade, assim como muitas lembraças da presença deles por aqui.
Para nos consolar, porque a neve relamente é um fenômeno bonito de se ver,  desde de ontem está nevando, está tudo branquinho lá fora, de novo.

Na sequência algumas fotos dos últimos dias:
Os fofoqueiros

Qc
Qc
O rio Saint Laurent - congelado

Québec vista de noite




Hotel de gelo
Hotel de gelo
Montréal en lumière
Montréal vista do Observatório

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O inverno

O pessoal fala, a gente se prepara psicologicamente, mas nunca é a mesma coisa. Apesar da sorte que estamos tendo até o momento, estamos sentindo na pele o saco que é colocar e tirar um montão de roupa. Sair de casa e sentir aquele vento que parece cortar seu rosto em mil pedacinhos. O que consola é que um dia esse frio vai acabar e o sol vai voltar a brilhar pra valer, essa é a lei da natureza, nada é para sempre...
Semana passada fomos a festa de neves, no parque Jean Drapeau, muito legal, vejam algumas fotinhos.





 




Hoje o sol tá brilhando, lá fora, céu aberto, lindo, mas nem pensar em sair sem casaco, toca, luva, cachicol, calça reforçada e bota; o termômetro regista -4.

As novidades são: comecei a fazer um cursinho de inglês, porque percebemos que só com francês aqui você não consegue muita coisa. Assim que o Léo acabar a francisação dele também vai começar a estudar inglês.

Em breve o Beni vai para "garderie", e dentro de uma semana, mamãe estará de volta a terra amada, idolatra, Brasil, salve, salve, salve!!! Felizmente na mesma semana em que ela parte, chegará um casal de amigos que passará o "carnaval" aqui conosco.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Nossa música, nesse momento...

Brasa

Um poeta já falou, vendo o homem e seu caminho:
"o lar do passarinho é o ar, e não o ninho".
E eu voei... Eu passei um tempo fora, eu passei um tempo longe.
Não importa quanto tempo, não importa onde.
Num lugar mais frio, ou mais quente de repente, onde a gente é esquisita, um lugar diferente.
Outra língua, outra cultura, outra moeda.
É, vida dura mas eu sou duro na queda.
Se me derrubar... eu me levanto, e fui aos trancos e barrancos, trampo atrás de trampo, trabalhando pra pagar a pensão e superar a tensão do pesadelo da imigração.
Clandestino, imigrante, maltrapilho.
Mais um subdesenvolvido que escolheu o exílio, procurando a sua chance de fazer algum dinheiro, no primeiro mundo com saudade do terceiro.
Família, amigos, meus velhos, meu mano - o meu pequeno mundo em segundo plano.
Eu forcei alguns sorrisos e algumas amizades.
Passei um tempo mal, morrendo de saudade.
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade.
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...
Da beleza poluída, da favela iluminada, do tempero da comida, do som da batucada.
Da cultura, da mistura, da estrutura precária.
Da farofa, do pãozinho e da loucura diária.
Do churrasco de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali dormindo, o coroa aposentado.
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...
Da mulata oferecida, do pagode malfeito, de torcer na arquibancada pro meu time do peito.
A pelada sagrada com a rapaziada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.
Da malandragem, da nossa malícia, da batida de limão, da gelada que delícia!
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...
Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas dos programas da TV.
Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral.
Do calor humano, do fundo de quintal.
Do clima, da rima, da festa feita à toa - típica mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro e da cor.
E do nosso jeito de fazer amor.
Agora eu sou poeta, vendo o homem a caminhar:
o lar do passarinho é o ninho, e não o ar.
E eu voltei. E eu passei um tempo bem, depois do meu retorno.
Eu e minha gente, coração mais quente, refeição no forno.
Água no feijão, tô na área, bichinho.
Se me derrubar... eu não tô mais sozinho.
Tô de volta sim senhor.
Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.
Mas o amor é cego.
Devo admitir, devo e não nego, que aos poucos fui caindo na real, vendo como o Brasa tava em brasa, tava mal.
Vendo a minha terra assim em guerra, o meu país... não dá, não dá pra ser feliz.
E bate uma revolta, e bate uma deprê.
E bate a frustração, e bate o coração pra não morrer.
Mas bate assim cabreiro.
Bate no escuro, sem esperança no futuro, bate o desespero.
Bate inseguro, no terceiro mundo, se for, com saudade do primeiro.
Os velhos, os filhos, os manos - ninguém aqui em casa tem direito a fazer planos.
Eu forcei alguns sorrisos e lágrimas risonhas.
Passei um tempo mal, morrendo de vergonha.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...
Da beleza poluída, da favela iluminada, da falta de comida pra quem não tem nada.
Da postura, da usura, da tortura diária.
Da cela especial, da estrutura carcerária.
A chacina de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali pedindo, o coroa acorrentado.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...
Da mulata oferecida, do pagode malfeito.
Morrer na arquibancada pro meu time do peito.
O salário suado que não serve pra nada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.
Da malandragem, da nossa milícia, da batida da PM, porrada da polícia.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...
Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas de programa dos programas da TV.
Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral, do sorriso mentiroso na campanha eleitoral.
Do clima de festa, da festa feita à toa - ridícula mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro da carniça.
E do nosso, jeito de fazer justiça.
Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa, casa do meu coração.
Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa e a minha casa só precisa de uma boa arrumação.
Muita água e sabão.
Ensaboa, meu irmão.
Não se suja não.
Indignação.
Manifestação.
Mais informação.
Conscientização.
Comunicação.
Com toda razão.
Participação.
No voto e na pressão.
Reivindicação.
Reformulação.
Água e sabão na nossa nação.
Água e sabão, tá na nossa mão.
Tô morrendo de paixão, tô morrendo de paixão...
(Gabriel O Pensador)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um começo


Esperei o Léo escrever, pois afinal a expriência é dele, mas como ele ainda não se animou em fazê-lo, então, faço eu, vou informá-los de que há alguns dias, ele começou a trabalhar, é isso mesmo galera, pode comemorar, aêaêaê!!!! O nome do local é Le Milsa, uma churrascaria brasileira, que tem franquias em vários lugares do Québec, a que ele conseguiu vaga, foi em Laval, cidade vizinha a Montréal. Graças a indicação de um brasileiro que mora aqui, no mesmo prédio.
Lá ele faz um pouco de tudo, só não cozinha, rsrs, mas a atividade pricipal é de servir as mesas. O trabalho começa após às 17hrs e fica lá até sair o último cliente, por volta de 23hrs. Foi só depois de alguns dias que ele estava trabalhando, que descobrimos que não era um trabalho permanente, isto é, ele trabalha somente quando é chamado. É um começo!

Quanto a mim, continuo em busca de algo, nada em vista ainda, sou brasileira e não desisto nunca...kkk. Adoro esta frase!!!

Aproveitamos o post para desejar um FELIZ ANO NOVO a todos, do fundo do coração, e que 2012 seja excelente para todos.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal, com muita neve...

Saudade, saudade, saudade, não nos cansamos de repetir...



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal sem neve???

Acreditem se puderem, estamos aqui na terra do gelo, e não tem nem sinal de neve, até agora. Há quem diga que a muito tempo não se vê um tempo assim, 'tão agradável', veja bem quando digo agradável, estou apenas repetindo as palavras de quem mora há muitos anos por aqui. Porque para nós está frio, suportável, mas frio, temperaturas entre 8 e -8, tem dias que está aquele solzão lá fora, mas com aquele ventinho gelado. E pelo andar da carruagem vamos ter um natal sem o encanto da neve...hehehe, pra ser sincera não estou achando ruim, não. Tá bom assim!!!

Com o natal chegando, o que mais vemos nos mercados são os artigos natalinos, coisas muito bonitas e legais. E como a necessidade é a mãe/irmã (sei lá eu, o certo) da criatividade, nós criamos nossa própria árvore de natal, inspirada numa criação da grande Maria Tereza. Eu adorei, achei que ficou bem original e bonita.
Começamos a sensibilizar o Beni para esta época também, contando histórinhas de natal, falando do menino Jesus, etc. A saudade aperta um pouco mais nesta data, ficamos ainda mais sensíveis pelo fato de estarmos tão longe "de casa", mas graças a Deus está tudo bem, estaremos unidos em pensamento.

sábado, 17 de dezembro de 2011

19 meses do nosso filhotinho e fim da natação

Nosso reizinho completou este mês 19 meses, e fico impressionada como ele está esperto, como aprende rápido e as frases mais e mais coerentes. Sei que é tudo normal para um bebê desta idade, mas para nós, que somos 'marinheiros de primeira viagem', é simplesmente INCRÍVEL ver e participar deste processo, a gente não tem idéia do quão mágico são estes momentos. Isso sem falar que ele é um conquistador, por onde anda sai distribuindo sorrisos, beijinhos e piscadinhas. É uma fase muito, muito, muito gostosa...
Adora um bolinho...hummmm -18



A distância nos separa, a tecnologia nos aproxima e a saudade aumenta!

Segue algumas fotinhos do peixinho no cursinho de natação, próxima temporada começa em meados de janeiro: